Nas passarelas da BR-381/MG, ciclistas devem cruzar desembarcados

30/09/2020 - Pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), as bicicletas são consideradas veículos, sendo passíveis de regulamentação para uso e trânsito em vias públicas. Assim, elas têm espaço definido no fluxo de veículos e pedestres e devem se orientar para que haja segurança na movimentação, sem que se coloque em risco o ciclista nem os demais personagens do tráfego.

Segundo o primeiro parágrafo do artigo 68 do CTB, o ciclista desmontado empurrando a bicicleta equipara-se ao pedestre em direitos e deveres. Isso é necessário já que, se considerado como veículos quando o ciclista se movimenta, não pode circular por passarelas, passagens inferiores para pedestres e calçadas, por exemplo. Além de ferir a norma expõem outros usuários da BR-381/MG ao risco de acidentes.

Dos vinte capítulos do CTB, um é exclusivo para atender a demanda de quem anda a pé ou utiliza bicicletas, ao trafegar por ruas lindeiras ou cruzar as pistas da rodovia federal. O capitulo quarto, entre os artigos 68 ao 71, fala sobre as normas de conduta desse tipo de usuário de vias públicas, diante de situações cotidianas. Mas, muitos pedestres desconhecem o conteúdo do código e, em ocasiões diversas, agem por instinto ou por conveniência.

Para os ciclistas, profissionais ou amadores no esporte, a circulação pela BR-381/MG utilizando o acostamento é uma prática desaconselhável. Isso porque o espaço serve para emergências com o veículo ou com os ocupantes.

Quando um veículo para no acostamento, o tráfego de bicicletas acaba ocupando as faixas de rolagem, deixando os ciclistas expostos ao fluxo da rodovia federal. Assim, motoristas e ciclistas tornam-se sujeitos propensos a acidentes. Além disso, como veículo, as bicicletas não podem usar o acostamento como pista de tráfego.

A duplicação da BR-381/MG tem projetadas - e em fase final de instalação - três passarelas, alocadas nas principais travessias urbanas. A primeira foi construída no km 400,8, em Moretto, município de Bom Jesus do Amparo. Já a segunda estrutura está construída no km 413,5, em Nova Aparecida (Nova União) com a terceira travessia instalada no 421,3, Travessia Urbana de Roças Novas (Caeté).

As passarelas são equipamentos de segurança exclusivos para que os pedestres possam cruzar as quatro faixas de rolamento. São as últimas obras especiais a serem executadas, pois é necessário que o alargamento da rodovia esteja totalmente concluído. Além das passagens inferiores, os viadutos liberados no segmento são locais de travessia para pedestres, desde que respeitado o espaço destinado para os veículos.

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