Lixo em taludes e canteiros geram problemas estruturais na BR-381/MG 

06/10/2020 - O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) vem reforçando as ações de conscientização e operações de conservação na BR-381/MG, para evitar que o resto de entulho e lixo deixados na rodovia danifique o sistema de drenagem construído.

Em muitos trechos da rodovia federal é possível ver restos de pneus deixados por motoristas. Garrafas plásticas, sacolas, latas de alumínio e uma infinidade de rejeitos são abandonados diariamente pelos usuários e moradores lindeiros, gerando problemas ambientais e estruturais para a rodovia, o que oferece riscos para quem trafega, além de degradar o meio ambiente.

Impacto ambiental – Além do problema estrutural e logístico, o lixo deixado na rodovia é campo aberto para proliferação de mosquitos da dengue, entre outros vetores que causam doenças, que se reproduzem na água depositada pela chuva nos pneus. Com a facilidade de procriação do mosquito em ambiente oferecido pelos pneus descartados, a questão torna-se um problema de saúde publica.

Já o lixo orgânico, como restos de comida, deixados em sacos plásticos, são altamente prejudiciais à fauna lindeira da rodovia. Ao procurar alimentos nos acúmulos de lixo depositados próximos da pista, muitos animais acabam ingerindo objetos plásticos, levando à morte por sufocamento.

Impacto na rodovia – O impacto do lixo deixado às margens da pista reflete-se nas obras de limpeza e conservação. Na dificuldade de escoamento da água da chuva, os bueiros transbordam e causam estragos no aterro da rodovia.

Para onde vai o lixo – Depois de abandonado sobre as pistas, obras de arte especiais, acostamentos e taludes, o lixo acaba sendo transportado pela água da chuva e se acumulando em dutos e bueiros. O problema se agrava próximo das travessias urbanas, onde há maior concentração de pessoas e veículos.

Segurança na pista – O lixo jogado na BR-381/MG, em alguns casos, oferece risco de acidente aos usuários. Restos de pneus, por exemplo, são barreiras perigosas para os motociclistas. Ao obstruir o sistema de drenagem, a água que alcança as pistas forma uma película sobre a rodovia. Os veículos estão sujeitos a deslizar e perder a aderência (aquaplanagem) com a pista, causando um sério acidente.

Educação Ambiental – Nas obras de duplicação da BR-381/MG, entre os programas socioambientais desenvolvidos pelo DNIT e executados pelo consórcio Skill-MPB Engenharia, há um específico para a Educação Ambiental. A equipe de educadores procura sensibilizar alunos, professores, trabalhadores e motoristas sobre os aspectos da obra e projetos ambientais paralelos às obras de duplicação.

Entre as temáticas apresentadas, a questão de como uma sociedade gera e trata os rejeitos é apresentada para alunos e trabalhadores.

O tempo que cada composto demora a se decompor: 

  • Papel: 3 a 6 meses

  • Jornal: 6 meses

  • Palito de madeira: 6 meses

  • Filtro de cigarro: 20 meses

  • Nylon: mais de 30 anos

  • Chicletes: 5 anos

  • Pedaços de pano: 6 meses a 1 ano

  • Fralda descartável comum: 450 anos

  • Lata e copos de plástico: 50 anos

  • Lata de aço: 10 anos

  • Tampas de garrafa: 150 anos

  • Isopor: 8 anos

  • Plástico: 100 anos

  • Garrafa plástica: 400 anos

  • Pneus: 600 anos

  • Vidro: 4.000 anos



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