BR-381/MG: conheça do Programa de Conservação de Ecossistemas Aquáticos

03/09/2021 – Os programas socioambientais desenvolvidos pelo DNIT nas obras de duplicação da BR-381/MG garantem o equilíbrio entre a construção rodoviária, o meio ambiente e as pessoas que vivem a rotina do empreendimento. Assim, uma gama de ações realizadas tem como meta reduzir ou eliminar os impactos causados pelos serviços construtivos nos atores sociais e ambientais da duplicação na rodovia federal.

Entre as atividades realizadas estão as iniciativas tratadas pelo Programa de Conservação de Ecossistemas Aquáticos, que tem o objetivo de avaliar qualiquantitativamente a variedade de espécies de peixes (comunidade ictiológica) dos cursos de água interceptados pela rodovia federal, no trecho em duplicação, definindo status taxonômico (biológico), hábitats preferenciais, abundância, hábitos de vida das espécies que, poderão ser mais afetadas com o empreendimento.

O programa tem como objetivo específico realizar o acompanhamento e a caracterização da reestruturação da comunidade de peixes das drenagens diretamente atingidas durante a instalação do empreendimento e a proposição de medidas de manejo e conservação para atenuar ou reverter impactos negativos que possam ser detectados. Esse acompanhamento é feito pela Gestora Ambiental contratada pelo DNIT, formada pelo consórcio Skill-MPB Engenharia.

A área de acompanhamento e estudos desse programa atende as bacias hidrográficas do Rio Santo Antônio, Rio Piracicaba, Rio das Velhas e Rio Suaçuí Grande, em rios e córregos como Córrego do Bagre, Rio Piracicaba, Rio Vermelho e Córrego São João, entre outros.

Para realizar esse programa, os técnicos da Gestora Ambiental fazem o monitoramento dos rios e córregos contemplando a sazonalidade da região do empreendimento, sendo feitas campanhas na estação chuvosa (novembro a fevereiro) e na estação seca (março a outubro). A periodicidade das campanhas é trimestral. As amostragens em cada um destes pontos são feitas na montante e a jusante da rodovia. Os animais capturados são identificados, fotografados e devolvidos ao curso d’água. Assim, o reconhecimento das espécies é feito em campo até o menor nível taxonômico possível.

Todos os programas e subprogramas socioambientais desenvolvidos nas obras de duplicação da BR-381/MG são regidos pelo Plano de Controle Ambiental (PCA), que traça ações para reduzir ou eliminar os impactos das obras no meio ambiente, nas comunidades lindeiras e para os usuários em trânsito. Esse trabalho acontece em paralelo ao avanço das obras, em todos os lotes da duplicação.