DNIT promove resgate de sítios arqueológicos


Antes de iniciar as obras da BR-381/MG, realizou-se estudos e foram encontrados sítios e ocorrências arqueológicas em trechos da rodovia. Com o objetivo de preservar e proteger o patrimônio arqueológico da região, que também é um condicionante legal para toda a obra, o DNIT, por meio da gestão ambiental, realizou as escavações desses locais.


Através da portaria dada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) no projeto de “Resgate, Monitoramento Arqueológico e Educação Patrimonial na área de implantação da capacidade e modernização da BR-381”, foram realizadas escavações em dois sítios arqueológicos na região de Governador Valadares e Belo Oriente e identificadas quatro ocorrências em toda a rodovia. Foram resgatados materiais arqueológicos, em sua maioria fragmentos cerâmicos e, com menor incidência, os materiais ósseos (animais recentes), vidro, carvão, ferro e lítico. Nos dois sítios e quatro ocorrências, foram encontradas cerca de 2 mil peças.

Após o recolhimento das peças, todas foram limpadas e estudadas, e foram realizados os procedimentos de curadoria, como tombamento, registro fotográfico e análises. Gerou-se um relatório que foi entregue, juntamente com as peças, ao MAC – Museu Arqueológico do Carste do Alto São Francisco -, localizado na cidade de Pains/MG. Posteriormente, o documento será entregue ao IPHAN para que, se ocorrer interesse futuro em estudar, o material tenha todas as informações documentadas.

Para a arqueóloga Bianca Rocha, esse trabalho, além de alcançar o objetivo que é minimizar os impactos em áreas que possuem um potencial arqueológico, leva à comunidade informações sobre o que está sendo retirado das áreas. “É importante resgatar a história e arqueologia da região. Com isso podemos compreender melhor os acontecimentos e levar essa informação à população”, concluiu.

Educação Patrimonial


Vinculado ao projeto de resgate arqueológico e monitoramento, é realizado também o projeto de educação patrimonial, no qual diversos públicos das comunidades locais da área de influência da obra, mais especificamente as escolas e colaboradores da obra, participam de palestras com os arqueólogos. “Além das atividades de resgate e monitoramento arqueológico, nos preocupamos em envolver a comunidade com o trabalho e apresentar o projeto. Muitas das crianças nunca tiveram contato com a arqueologia, a não ser por meio de filmes. Com o projeto, elas são envolvidas não só em compreender o que é arqueologia, mas em ver que isso não está distante da sua realidade através dos patrimônios culturais materiais e imateriais de cada cidade, ajudando a reconhecer melhor sua identidade”, esclarece Isadora Melo, arqueóloga do projeto.

Ainda segunda ela, a receptividade sempre é muito boa, pois abre espaço para que as crianças conheçam e saciem suas curiosidades. Durante as palestras são apresentados exemplos de material arqueológico e pontos históricos de cada cidade. “As crianças têm a oportunidade de aprender mais sobre seu passado e como preservá-lo. Além disso, as atividades lúdicas que são realizadas mostram que elas captam a mensagem que a gente passa durante a apresentação”, afirma.

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